EXPEDIÇÕES EM IMAGENS EXPEDICIONES EN IMÁGENES |
FUNDÃO
(Bulhas D'Água)
ABRIL 21, 22, 23 - 2006
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Participantes:
- Roberto Brandi, Alexandre Camargo, Iscoti, Murilo Valle
(Grupo Bambuí de
Pesquisas Espeleológicas - GBPE)
- Allan Calux, Carolina Anson e Marcos Silvério
(Grupo Pierre Martin de Espeleologia - GPME)
- Rogério Dell Antônio
(EGRIC)
Nos dias 21 a 23 de abril de 2006, estiveram prospectando a região de Bulhas D´Água, mais especificamente a dolina do "Fundão".
Após quatro horas de trilha - durante as quais foram localizadas outras cavernas, como o Abismo Soprador e a Gruta Wilbourne - os espeleólogos localizaram a Gruta do Fundão.
Ainda na sexta feira, depois de fimar acampamento, parte da equipe (Brandi, Murilo e Marcos) procedeu aos trabalhos exploratórios.
No dia seguinte foram formadas duas equipes, dando-se início aos trabalhos topográficos e de fotografia. A conclusão dos trabalhos de mapeamento, todavia, exigirá nova investida na região.
O FUNDÃO
Carolina Anson, 02.05.06
Era uma grande expectativa para mim: meu primeiro trabalho de prospecção. Havíamos reservado, já há um certo tempo, que no feriado de Tiradentes, íamos vasculhar a região de Bulhas. As indicações eram boas e estávamos naquela fissura característica...
Como não tínhamos certeza de nada, o Brandi foi logo avisando pra levar tudo: barraca, carbureto e comida... Mas sabe como é... chegando na casa do Zé Guapiara - o tradicional ponto de encontro - já fomos desistindo da barraca... aquele peso, aquela trilha, aquele embaço... e aquela esperança de encontrar uma caverna grande, extensa, seca e aconchegante acabou se apoderando de todos... ou melhor, de quase todos... Só o Marcos levou barraca, os demais fomos na fé!.
Então fomos... na fé... na trilha, na raça! E tudo, claro, uma grande emoção, especialmente os carrapichos que iam se agarrando no meu cabelo e dali pareciam não querer sair... Foi necessária uma operação de guerra para extraí-los...
Já no meio do caminho encontramos um buraco... aquela velha história: na vida de alguns tinha uma pedra no meio do caminho; já na nossa, tinha um buraco. Era um abismo: o Abismo Soprador! E pelas indicações é possível que seja uma das saídas da Ribeirãozinho III...
Aí prosseguimos, até finalmente encontrar uma caverna no fundo da dolina do Fundão... era uma caverna espremida e lamacenta, seguramente muuuito diferente "daquela" a que nos dirigíamos, que tinha um enorme e majestoso paredão que formava um perfeito abrigo para albergar e proteger toda a equipe dos perigos da selva...
Então pedimos ao Zé: "Ok, Zé, então agora vamos "praquela" gruta, aquela onde todos nós vamos dormir, a grande, extensa, seca e aconchegante". .... Ao que ele respondeu que aquela toquinha xexelenta era a "nossa" caverna!!! Foi preciso, evidentemente, uma recomposição psicológica... Ninguém tinha levado barraca - menos o Marcos. E assim nos deparamos ali, no meio da selva, "naqueles" termos, "naquelas" condições, digamos, precárias.
Felizmente, o Zé, velho de guerra, logo montou um acampamento de luxo, hotel 5 estrelas, com direito a toldo de lona e fogueira acesa 24 horas, e aquele barulhinho de madeira estalando!!! Coisa boa demais da conta!!! Todo mundo merece!!!
Depois de montado o acampamento, o Brandi passou a exercer seu papel de Chefe da expedição, chamando todo mundo pra tal caverna... Mas só conseguiu persuadir o Marcos e o Murilo. Os demais ainda estavam sob o impacto daquele choque entre expectativa X realidade... e já todos falavam em levantar acampamento no dia seguinte e sair em busca de outras áreas...
Mas o caso é que os tais que foram, voltaram falando tantas maravilhas, estalactites verdes, salão que abre assim e depois espreme assim e abre assim de novo e rio assim e lago não sei como e formações não sei das quantas... ninguém acreditou em nada... Não com aquela entradinha xexelenta, lamacenta e espremida!!! Seria possível?!
Era! Sim, devia ser, pois após a devida e pertinente acareação entre as testemunhas, o fato é que todas pareciam dizer a mesma coisa... Bom... no dia seguinte tiraríamos a dúvida...
Realmente e milagrosamente, a caverna continuava, e continuava majestosamente, com inúmeras formações e salões... era incrível que depois daquela entrada houvesse tudo aquilo...
Formamos duas equipes de topografia: o Murilo (croquista), Marcos (topógrafo) e Rogério (ponta) ficaram topogrando a parte inicial, enquanto o Brandi (croquista), eu (topógrafa) e o Rogério (ponta) nos embrenhamos mais pra dentro. O Iscoti seguiu no seu indispensável trabalho fotográfico, ao qual todos agradecemos.
Depois as equipes se misturaram, formando uma terceira (Brandi, Marcos, Rogério e Allan), para topografar as galerias superiores e o conduto do rio. Não foi possível concluir os trabalhos de mapeamento, pois continuava! Era incrível!!!!
No dia seguinte levantamos acampamento cedo e seguimos viagem... ainda tropeçando em algumas caverninhas pelo caminho. Chegamos a parar na Caverna de Wilbourne e iniciar os trabalhos topográficos, mas não foi possível terminá-los.
Depois de mais 4 horas de trilha chegamos na casa do Zé Guapiara: de volta à civilização! Muita festa!, comida!, e finalmente um chuveiro, após dois dias de banho no rio!!! Mas já naquela fissura pra voltar!

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Participantes:
- Roberto Brandi, Alexandre Camargo, Iscoti, Murilo Valle
(Grupo Bambuí de
Investigaciones Espeleológicas - GBPE)
- Allan Calux, Carolina Anson y Marcos Silvério
(Grupo Pierre Martin de Espeleología - GPME)
- Rogério Dell Antônio
(EGRIC)
Los días 21 al 23 de abril de 2006, estuvieron prospectando la región de Bulhas D´Água, más especificamente la Dolina do "Fundão".
Después de cuatro horas de caminata - durante las cuales fueron localizadas otras cavernas, como el Abismo Soplador y la Gruta Wilbourne - los espeleólogos localizaron la Gruta do Fundão.
Después de levantar campamento, parte del equipo (Brandi, Murilo y Marcos) procedieron a efectuar trabajos exploratorios.
Al día siguiente se formaron dos equipos, iniciándose los trabajos topográficos y de fotografía. Para concluir los trabajos de mapeo, todavía hara falta una nueva visita a la región.
O FUNDÃO
Por Carolina Anson, 02.05.06
Para mi representaba una gran expectativa: era mi primer trabajo de prospección. Habiamos reservado, hacía cierto tiempo, que durante el feriado de Tiradentes, ibamos a investigar la región de Bulhas. Los datos eran buenos y estabamos en aquella fisura característica...
Como no teníamos la certeza de nada, Brandi nos fue avisando para llevar todo lo necesario: carpa, carburo y comida... Pero ya sabemos como es esto... antes de llegar a la casa de Zé Guapiara - el tradicional punto de encuentro - ya fuimos desistiendo de la carpa... de aquel peso extra,... y de aquella esperanza de encontrar una caverna grande, extensa, seca y acongedora que acabó apoderandose de todos... o mejor, de casi todos... Solamente Marcos llevó la carpa, los demás fuimos a pura fé!.
Entonces... habíamos ido a pura fe... Y todo, claro, era una gran emoción, especialmente los abrojos que irian agarrándose de mi cabello y de allí parecian no querer salir... Fue necesario un operativo de guerra para extraerlos...
En la mitad del camino encontramos un agujero... aquella vieja historia: en la vida de algunos hay una piedra en el medio del camino; pero la nuestra, tenía un agujero. Era un abismo: un Abismo Soplador! Y por las indicaciones es posible que sea una de las salidas de la Ribeirãozinho III...
Seguimos camino, hasta finalmente encontrar una caverna en los terrenos de la Dolina do Fundão... era una caverna angosta y lastimosa, seguramente muuuy diferente "de aquella" a la que nos dirigíamos, que tenía un enorme y majestuoso paredón que formaba un perfecto abrigo para albergar y proteger todo nuestro equipo de los peligtos de la selva...
Entonces le pedimos a Zé: "Ok, Zé, mejor ahora vamos "para aquella" gruta, aquella donde todos podamos dormir, grande, extensa, seca y acogedora". .... A lo que el respondió que aquella calamidad era "nuestra" caverna!!! Fue preciso, evidentemente, una recomposición psicológica... Nadie había llevado carpa - menos Marcos. Entonces nos apropincuamos allí, en el medio de la selva, "en aquellos" terminos, "en aquellas" condiciones, digamos, precarias.
Felizmente, Zé, un viejo guerrero, armó un campamento de lujo, hotel 5 estrellas, con derecho a toldo de lona y fogata las 24 horas, y aquel ruidito de la madera crepitando!!! Cosa buena si la hay!!! Todo el mundo merece algo así!!!
Después de armado el campamento, Brandi pasó a ejercer su papel de Jefe de la expedición, llamando a todo mundo para tal caverna... Más solamente consiguió persuadir a Marcos y a Murilo. Los demás aún estaban bajo el impacto de aquel shock entre expectativa y realidad... y yá todos hablaban de levantar el campamento al día siguiente y salir en busca de otras áreas...
Pero el caso es que los que fueron a observar la zona, volvieron hablando maravillas, estalactitas verdes, salón que se abre así y después se estrecha así y abre así de nuevo y un río así y un lago no se cómo y formaciones no se cuantas... nadie creyó en nada... No con aquella entradita miserable, lastimosa y estrecha!!! Sería posible?!
Era! Si, debía ser, ya que después del debido y pertinente intercambio de testimonios, el hecho fue que todos parecian decir la misma cosa... Bueno... al día siguiente nos sacaríamos las dudas...
Realmente y milagrosamente, la caverna continuaba, y continuaba majestuosamente, con innumerables formacioes y salones... era increible que detrás de aquella entrada hubiese todo aquello...
Formamos dos equipos de topografía: Murilo (croquista), Marcos (topógrafo) y Rogério (punta) quedaron topografiando la parte inicial, en cuanto a Brandi (croquista), yo (topógrafa) y Rogério (punta) nos metimos más adentro. Iscoti siguió en su indispensable trabajo fotográfico, el cual todos agradecemos.
Después los equipos se mezclaron, formando un tercero (Brandi, Marcos, Rogério y Allan), para topografiar las galerias superiores y el conducto del río. No fue posible concluir los trabajos de mapeo, debido a que la caverna continuaba! Era increible!!!!
Al día siguiente levantamos campamento rapidamente y seguimos viage... tropezando con algunas cavernitas por el camino. Fuimos a parar a la Caverna de Wilbourne e iniciamos los trabajos topográficos, pero no fue posible terminarlos.
Después de más de 4 horas de camino llegamos a la casa de Zé Guapiara: de vuelta a la civilización! Mucha fiesta!, comida!, y finalmente una ducha, después de dos días de bañarse en el río!!! Pero dispuestos a volver a aquella fisura!

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